Aumento do salário mínimo pode deixar 1,4 milhão de pessoas desempregadas nos EUA

    Proposta de campanha do presidente Joe Biden pode ter graves efeitos colaterais na economia do país, aponta estudo

    Foto: Reprodução/TradeMap

    O aumento gradual do salário mínimo nos Estados Unidos como quer o presidente Joe Biden, passando de US$ 7,25/hora para US$ 15/hora até 2025, pode tirar 900 mil trabalhadores da pobreza, mas o efeito colateral pode causar um impacto ainda maior na economia. De acordo com o estudo feito pelo Escritório de Orçamento do Congresso (CBO) dos EUA, existe um risco de 1,4 milhão de pessoas ficarem desempregadas no país, elevando déficit do governo.

    O aumento do salário é uma das principais propostas de campanha de Biden, mas que vem perdendo força nos últimos dias, porque o próprio presidente passou a considerar improvável a aprovação da provisão nesse contexto, devido a falta de apoio bipartidário. Para tentar reverter a situação, os democratas querem incluir a proposta em seu pacote de alívio econômico de US$ 1,9 trilhão que está sendo debatido pelo legislativo.

    Ainda segundo o estudo, o déficit orçamentário cumulativo do governo na próxima década aumentaria em US$ 54 bilhões, causaria impacto do custo da mão-de-obra para a inciativa privada que seria bem maior, registrando aumento no pagamento líquido para os trabalhadores do país em US$ 333 bilhões no mesmo período, apesar do fechamento de vagas de emprego.

    No outro lado da moeda estão os maiores impactados. A previsão é que as pequenas empresas sofram mais com a medida, agravando a situação financeira. Entre os trabalhadores, os mais afetados devem ser aqueles com baixo nível de qualificação profissional, que serão demitidos por não entregarem ao empregador uma produtividade equivalente ao salário recebido.