Ministério da Defesa defende previsão de rede privativa do governo no edital do 5G

    Implantação de tecnologia está em análise na Anatel

    Integrantes do governo defenderam a manutenção da previsão de construção de uma rede privativa para comunicações estratégicas do governo no edital do 5G, que está em análise na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). As informações são da Agência Câmara de Notícias.

    O assunto foi discutido nesta quarta-feira (24), em reunião técnica do grupo de trabalho (GT) da Câmara dos Deputados que acompanha a implantação da quinta geração de telefonia celular no Brasil. Na reunião anterior do colegiado, em 10 de fevereiro, representantes de grandes empresas de telecomunicações questionaram a obrigação, prevista no edital, de construção dessa rede privada para o governo.

    Coordenadora do grupo de trabalho, a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) afirmou que o Brasil tem histórico de vazamento de dados pessoais, inclusive de presidente da República. “Isso nos preocupa muito”, disse. Diante disso, questionou os participantes da reunião se essa rede privativa seria necessária.

    Já o deputado Vitor Lippi (PSDB-SP) disse não entender o que seria essa rede privativa do governo. “Seria toda uma infraestrutura, uma faixa de frequência ou programas específicos que garantam mais segurança?”, questionou. Ele também se posicionou contra eventuais restrições do governo a alguma empresa ou país participar do leilão do 5G, como foi feito pelo Estados Unido em relação à chinesa Huawei.

    Para ele, não se justifica “o medo de que uma empresa venha aqui fazer espionagem”, já que não há nenhuma comprovação de qualquer acusação. Segundo Lippi, o que há é uma disputa de mercado em curso. O parlamentar ressaltou ainda que apenas três ou quatro países do mundo estabeleceram esse tipo de restrição até agora.