Um dia após recorde diário de mortes, Bolsonaro diz que ‘criaram pânico’

    Na terça (2), Brasil registrou 1.726 mortes em 24 horas e bateu novo recorde na pandemia

    Foto: Carolina Antunes/PR

    Um dia após o Brasil registrar um novo recorde de mortes diárias causadas pela Covid-19, com 1.726 mortes em 24 horas, o presidente Jair Bolsonaro conversou com apoiadores nesta quarta-feira (3) sobre a pandemia e disse que “criaram pânico” sobre o assunto.

    “Criaram pânico, né? O problema está aí, lamentamos. Mas você não pode entrar em pânico. Que nem a política, de novo, do fique em casa. O pessoal vai morrer de fome, de depressão?”, questiona o presidente, em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília.

    Na oportunidade, Bolsonaro voltou a criticar a imprensa, alegando, segundo ele, que “para a mídia o vírus sou eu”.

    De acordo com o G1, mais tarde, após um almoço com o embaixador do Kuwait no Brasil, Bolsonaro falou com a imprensa e voltou a comentar a pandemia no país e sobre a retomada da economia.

    “A economia tem que pegar. Alguns falam que eu não estou preocupado com mortes. Estou preocupado com mortes, mas emprego também é vida. Uma pessoa desempregada entra em depressão, tem problemas, se alimenta mal, é mais propensa a pegar outras doenças”, disse o presidente.