Brasil ocupa última posição no Índice de Liberdade Econômica

    País estagna e continua sendo um dos piores lugares do mundo para fazer negócios

    Foto: Reprodução Fecomércio-BA

    Apesar do discurso liberal do presidente Jair Bolsonaro durante a campanha nas eleições de 2018 com propostas de abertura econômica, diminuição dos impostos e da burocracia, desregulação do mercado e privatizações, até o momento, pouco foi feito mesmo após mais da metade do mandato. Em contrapartida, a população assiste a reforma tributária progredir a passos lentos e ainda com risco de novos impostos como a CPMF, imposto sobre o Pix e livros, além da intervenção política na Petrobras. Mas as derrotas da política econômica do governo federal não se resumem a isso. Os brasileiros ainda veem máximas históricas do Dolar (R$ 5,56) e Euro (R$ 6,70).

    Para os empresários a situação não é muito diferente, e nem mesmo é surpresa. Depois de 15 anos despencando no Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation – um dos mais respeitados do mundo -, o Brasil perdeu mais pontos em 2021, ainda que tenha conquistado uma nova posição. O estudo foi publicado nesta quinta-feira (4), pelo jornal Gazeta do Povo em parceria com o Instituto Monte Castelo.

    Em uma lista de 178 países, classificados como “livre”, “majoritariamente livre”, “moderadamente livre”, “quase reprimido” e “reprimido”, o Brasil está na lanterna dos “quase reprimidos”, ocupando a 143ª posição. Estão à frente países como a China (107ª) e a Arábia Saudita (63ª).

    Quando analisado o desempenho, a economia brasileira é derrotada até mesmo para Cuba. Enquanto o Brasil perdeu o,3 ponto, a ilha socialista conseguiu somar 1,2, apesar de ser o terceiro lugar com menos liberdade econômica no mundo. Com isso, o Brasil aparece no ranking, mais próximo da base, que tem Venezuela e Coréia do Norte, do que do topo, onde estão Singapura, Nova Zelândia, Austrália, Suíça e Irlanda.