Pandemia interrompeu crescimento do empreendedorismo feminino, aponta Sebrae

    De acordo com a pesquisa, na Bahia 82% das empreendedoras ganham até um salário mínimo; estado abriga 6% das empreendedoras

    Foto: reprodução site Sebrae

    Pesquisa realizada pelo Sebrae aponta que a pandemia interrompeu um ciclo de crescimento da participação das mulheres no empreendedorismo, registrado desde 2016. O estudo revela que, na Bahia, 82% das empreendedoras ganham até um salário mínimo e 57% são chefes de domicílio. Apenas 8% das mulheres comandam o próprio negócio são empregadoras e, destas, 85% têm entre 1 a 5 funcionários.

    Segundo o Sebrae, em 2020 havia cerca de 25,6 milhões de donos de negócio no Brasil. Desse universo, aproximadamente de 8,6 milhões eram mulheres (33,6%). Em 2019, a presença feminina correspondia a 34,5% do total de empreendedores (o que representou uma perda de 1,3 milhão de mulheres à frente de um negócio). Na Bahia, esta proporção é de 31%.

    O estado representa ainda 6% do total de empreendedoras do país, ao lado do Rio Grande do Sul e Paraná, e atrás do Rio de Janeiro (8%), Minas Gerais (9%) e São Paulo (23%).

    Para o superintendente do Sebrae Bahia, Jorge Khoury, a pesquisa aponta a necessidade de um olhar mais atento à situação das mulheres empreendedoras, que foram bastante impactadas pela pandemia. “Esse é um debate que pertence a todos nós, enquanto sociedade.”