Fiocruz atrasou produção de vacina após falha em máquina que lacra frascos

    Equipamento já foi recalibrado e voltou a funcionar com precisão, diz vice-presidente do órgão

    Foto: Divulgação/ Ministério da Saúde

    Um problema no equipamento que fecha os frascos de vacinas atrasou todo o cronograma de entrega dos imunizantes de Oxford/AstraZeneca estabelecido pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), segundo a colunista Mônca Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.

    Pelo calendário inicialmente divulgado, a fundação, que fabricará a vacina no Brasil, poderia disponibilizar 15 milhões de doses Ministério da Saúde já em março. No total, estão previstas 100 milhões de doses até julho, que serão usadas no PNI (Programa Nacional de Imunização).

    Pelo novo calendário, no entanto, apenas 3,8 milhões de doses serão disponibilizadas neste mês.

    Segundo a coluna da Folha, um novo equipamento adquirido para a produção da vacina gerou o problema na linha de produção e retardou tudo. Impediu inclusive que a Fiocruz enviasse lotes de validação do imunizante para a Anvisa, que ainda precisa analisar o material e aprovar o seu registro definitivo.

    A máquina coloca a rolha de metal no frasco de vacina sob uma pressão específica. Em seguida, a boca do vidro recebe um anel de alumínio.

    E justamente a colocação desse anel, destaca a Painel, não estava sendo feita de forma adequada.