Número de pessoas fora da força de trabalho cresceu 15,6% em 2020

    Volume de pessoas sem trabalho nem procurando segurou aumento da desocupação na Bahia (19,8%)

    Foto: Marcelo Casal Jr/ Agência Brasil

    Em 2020, a Bahia somou 5,795 milhões de pessoas fora da força de trabalho, contingente que reúne quem está sem uma ocupação e não procura nova oportunidade. O número é 15,6% maior do que o registrado em 2019. Os dados são da PNAD Contínua, divulgada nesta quarta-feira (10) pelo IBGE.

    A saída de quase 6 milhões de pessoas maiores do que 14 anos do mercado de trabalho ajudou a segurar a taxa de desocupação, que mesmo assim atingiu a marca histórica de 19,8%. O resultado é fruto da piora em todos os grupos, conforme o IBGE.

    O número de pessoas trabalhando – em empregos com carteira assinada ou de maneira informal – teve o seu mais baixo nível desde 2012: 5,159 milhões. Isso representou menos 626 mil pessoas ocupadas, em média, de 2019 para 2020 (-10,8%). Pela primeira vez, este indicador é menor do que o contingente de baianos fora da força de trabalho.

    Por outro lado, o número de pessoas que não estavam trabalhando e procuraram trabalho no estado (população desocupada) atingiu seu pico: 1,272 milhão de trabalhadores na média de 2020, 70 mil a mais do que em 2019 (+5,8%).

    A Bahia tem o maior número absoluto de desalentados do país em todos os anos da série da PNAD Continua – desde 2012. Essa população passou de 772 mil para 808 mil trabalhadores no ano passado. Os desalentados estão fora da força de trabalho porque ou não conseguem trabalho ou não têm experiência ou são muito jovens/idosos ou não encontraram ocupação onde vivem.