Tríplice Viral pode reduzir gravidade do coronavírus, aponta estudo preliminar

    Apesar dos bons resultados, pesquisadores pediram calma e frisaram que uso da vacina contra a doença não é autorizado

    Foto: Lucas Lins/ ASCOM/ PMLF

    A vacina Tríplice Viral, aplicada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) contra sarampo, caxumba e rubéola, pode reduzir a gravidade da Covid-19. O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e foi apresentado na terça-feira (8) para o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM). Os dados ainda são preliminares.

    O chefe do executivo não tardou para divulgar a informação nas redes sociais. Em uma publicação no Twitter, Loureiro afirmou que existia uma possibilidade “real” de usar a vacina em pessoas fora do grupo de risco para prevenir do novo coronavírus. A postagem, contudo, foi rebatida pelos pesquisadores que, em nota, pediram calma.

    “Trata-se de uma pesquisa preliminar, iniciada em 2020, a partir do uso de imunizante constante do calendário regular de vacinação, a Vacina Tríplice Viral (MMR), que, por ora, demonstra resultados animadores, na estimulação da imunidade inata, com possibilidade de prevenir a infecção pelo novo coronavírus ou diminuir sua severidade por diminuição da carga viral”, afirmaram.

    Ainda na nota, os pesquisadores negaram que a vacina seria encarada como uma espécie de “tratamento precoce”. Por hora, mesmo que as novidades sejam animadoras, ainda é preciso cumprir etapas cruciais do estudo, a exemplo de revisá-lo por partes e publicá-lo em revistas científicas. Eles também sinalizaram que o uso da Tríplice Viral contra a Covid-19 não é autorizado.

    Conforme as etapas iniciais do estudo, a vacina não é eficaz contra o coronavírus, no entanto, estimula o sistema imunológico a combater a doença, podendo reduzir em 54% os casos sintomáticos e em 74% as internações.