Altas nos combustíveis e nas escolas puxam inflação de fevereiro para cima na RMS

    Apenas vestuário (-1,28%) teve deflação, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (11) pelo IBGE

    Foto: Reprodução/Agência Brasil

    Dentre os nove grupos de produtos e serviços que compõem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), oito apresentaram altas em fevereiro na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Apenas vestuário (-1,28%) teve deflação, a segunda consecutiva neste ano. Os resultados foram divulgados nesta quinta-feira (11).

    Com a segunda maior alta, o grupo transportes (2,17%) foi a principal pressão inflacionária no mês na RMS, com peso forte do aumento nos combustíveis (7,54%). A gasolina (7,37%) foi o item que, individualmente, mais puxou o IPCA para cima, mas o etanol (9,80%) e o óleo diesel (7,17%) também aumentaram de forma significativa.

    A segunda principal influência na alta do IPCA de fevereiro na RMS veio do grupo educação (4,72%), que teve o maior aumento no mês. É em fevereiro que o IBGE capta a maior parte dos aumentos nas mensalidades escolares, que, por isso, costumam ter forte impacto nos índices de inflação (IPCA-15 e IPCA).

    Segundo o IBGE, em 2021, o aumento da educação na RMS (4,72%) foi maior que o de 2020 (4,00%), mas ficou levemente abaixo do verificado em 2019 (4,74%).

    Dos custos com educação, as principais pressões de alta vieram das mensalidades escolares (cursos regulares, com 6,77%), puxadas pelo ensino fundamental (11,79%) e pela pré-escola (13,55%, segundo item que mais aumentou na RMS em fevereiro e a terceira maior alta do país).

    Os alimentos (0,62%) também seguiram pressionando o custo de vida da RM Salvador em fevereiro, mas tiveram uma desaceleração em relação a janeiro, quando haviam aumentado em média 1,08%. Itens importantes do dia-a-dia seguiram em alta, como a cebola (22,22%), que teve maior aumento dentre as centenas de produtos e serviços pesquisados no IPCA.

    Foto:  Divulgação/IBGE
    Foto: Divulgação/IBGE