Irritados com Bolsonaro, policiais rodoviários alegam desvalorização e deixam grupo de elite

    Servidores dizem que PEC Emergencial vai precarizar prestação de serviço da corporação

    O presidente Jair Bolsonaro em posto da Polícia Rodoviária Federal em Registro (SP) - Carolina Antunes/PR

    Ao menos 12 policiais rodoviários federais anunciaram às suas chefias seus desligamentos do GPT (Grupo de Patrulhamento Tático), equipe de elite da corporação, em resposta ao apoio do governo à aprovação da PEC Emergencial. A informação é da coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo.

    Segundo a publicação, o grupo de agentes não aceita a proposta apresentada por Jair Bolsonaro de retirar apenas a promoção e a progressão na carreira da mira dos congelamentos previstos na PEC.

    Categorias de segurança pública civil, como a PRF, Polícia Federal e policiais civis, reclamam da promessa não cumprida pelo presidente de deixá-las de fora do ajuste fiscal, destaca a coluna.

    No pedido de desligamento de funções no GPT, os servidores afirmam que as medidas enfraquecem a segurança pública, desvalorizam os policiais e resultam em precarização do serviço prestado.

    De acordo com os policiais, eles estão desanimados porque a “motivação e comprometimento com a segurança pública” não se reflete nas atuais medidas do governo.