Sérgio Camargo entra na mira do MPT por assédio moral contra servidores

    Inquérito foi aberto para investigar denúncias feitas contra o presidente da Fundação Palmares

    Foto: Facebook

    Presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo entrou na mira do Ministério Público do Trabalho (MPT) no Distrito Federal. Ele é acusado de praticar assédio moral contra os funcionários da instituição.

    O inquérito instaurado pelo MPT está sob sigilo e foi aberto após denúncias feitas por trabalhadores que relataram perseguição ideológica por “opiniões e posições políticas” diversas feitas por Camargo.

    A investigação ficou por semanas paralisada por causa da fundação. Segundo o Ministério Público do Trabalho, o órgão estava se recusando a enviar as informações exigidas no inquérito. De acordo com a coluna Painel, da Folha, o MPT teve que ir à Justiça cobrar os dados solicitados.

    Entre os pedidos, o procurador do caso quis acesso a contatos e lotação de servidores da fundação e a lista daqueles que se desligaram em 2020. Ao pedir os dados, o Ministério Público afirma que a apuração é necessária porque os fatos denunciados são graves e violam a Constituição Federal. O objetivo da investigação seria “aferir a veracidade e a extensão da lesão denunciada”.