Guedes: Bolsonaro foi avisado que interferir na Petrobras tem ‘custo econômico pesado’

    Ministro disse que o problema ainda 'é uma questão em aberto'

    Foto: Marcos Corrêa/PR

    O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi avisado que a interferência feita na Petrobras com a troca de comando gerou um “custo econômico pesado”. Em entrevista à CNN Brasil nesta terça-feira (16), o ministro disse que o problema ainda “é uma questão em aberto”.

    “O que dissemos ao presidente é que isso tem um custo econômico pesado. Se o objetivo era baixar o preço do combustível, o que aconteceu foi que os mercados começaram a subir o câmbio, a Petrobras perdeu valor”, ​afirmou.

    “E o presidente mesmo falou que quer fazer isso organizadamente. AÍ mostrou-se ao presidente que tem contratos, e o presidente da Petrobras não terá seu contrato renovado. Por quê? Quer se mexer nessa governança? Isso é uma questão em aberto ainda para o futuro. Vamos ver como o novo presidente da Petrobras vai enfrentar esse problema aí na frente”, completou.

    Em fevereiro, após os constantes reajustes no preço dos combustíveis e ameaças de greve por parte dos caminhoneiros, Bolsonaro pediu a demissão do presidente da estatal, Roberto Castello Branco. Em seguida, ele indicou o general Joaquim Silva e Luna para ocupar o cargo. No decorrer dos dias, o valor de mercado da Petrobras chegou a cair R$ 100 bilhões.