Novo ministro da Saúde diz que ‘nada será resolvido na base do cacete’

    Marcelo Queiroga afirma que já telefonou para vários secretários estaduais de Saúde, dentre eles Fábio Vilas-Boas, da Bahia

    Marcelo Queiroga, novo ministro da Saúde (Foto: Reprodução/AMB)

    O novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que deve tomar posse na quinta (18), afirma que pretende chamar secretários estaduais e municipais e articular um movimento de “união nacional” para superar a situação dramática que o país atravessa por causa da epidemia.

    “Nada será resolvido na base do cacete. Vamos resolver na base do diálogo”, disse ele em entrevista exclusiva à colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo.

    Anunciado na terça (16) como substituto de Eduardo Pazuello, Queiroga diz que já telefonou para vários secretários estaduais de Saúde –entre eles, os de São Paulo, Jean Gorinchteyn, da Bahia, Fábio Vilas-Boas, e Carlos Alberto Chaves, do Rio de Janeiro. Conversou também com o governador do Piauí, Wellington Dias (PT-PI), que representa o fórum dos governadores.

    Queiroga afirma que, para que a articulação nacional que planeja dê certo, ele precisa de “uma certa trégua”.

    “Nós sabemos como estão as relações. Precisamos dar um ‘reset’ [reiniciar]”, diz.

    Sem afirmar que esta seja uma referência à relação do presidente Jair Bolsonaro com os governadores, disse: “As relações da sociedade como um todo estão tensas, pelo momento que atravessamos. E as relações governamentais refletem isso”.

    Diante do drama da epidemia de Covid-19, diz ele, as pessoas e as autoridades desenvolveram visões diferentes sobre como enfrentar o problema.

    “Há os que pedem que tudo seja fechado, que as pessoas fiquem em casa para combater a epidemia. Há aqueles que afirmam que as pessoas têm que sair para trabalhar. Há diversos pontos de vista”, diz.

    Alinhado com Bolsonaro, Queiroga já afirmou ser contra um lockdown nacional. Mas sinaliza que não condenará medidas regionais de isolamento social.