Goiás pediu duas vezes que hospital de campanha não fosse fechado, mas Bolsonaro negou

    Afirmação é do governador Ronaldo Caiado, dada em resposta a ofício da Procuradoria-Geral da República

    Ao lado de Ronaldo Caiado, Jair Bolsonaro inaugura hospital que fecharia quatro meses depois (Foto: Alan Santos/PR)

    Atendendo a Procuradoria-Geral da República (PGR) e respondendo sobre o fechamento de hospitais de campanha em meio à pandemia de Covid-19, o governo de Goiás culpou a própria gestão de Jair Bolsonaro (sem partido).

    Em resposta ao ofício em que cobra governadores pelo fechamento de hospitais de campanha, Ronaldo Caiado (DEM-GO) disse que pediu por duas vezes que o governo Bolsonaro não fechasse o hospital de campanha que construiu no estado pelo menos até o fim do ano, mas não teve pedido atendido.

    Os outros oito levantados pelo estado permanecem abertos. O governo goiano relata que os pedidos foram feitos por meio de ofício no começo de setembro de 2020 e depois presencialmente, no dia 18 do mesmo mês.

    “Com efeito, em 22/10/2020 o Hospital de Campanha de Águas Lindas de Goiás foi desativado, o que se deu, como demonstrado, por decisão do Ministério da Saúde”, diz o documento enviado pelo governo do estado à PGR. Com informações da Folha.