União Europeia muda regras e dificulta exportação de vacinas contra coronavírus

    Nações que integram o consórcio Covax Facility, entre elas o Brasil, não serão afetadas pela medida

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    As regras de exportação de vacinas contra o novo coronavírus foram alteradas pela Comissão Europeia nesta quarta-feira (24). A mudança foi realizada para que os pedidos de importação não ameacem o fornecimento dos imunizantes para os países do bloco.

    Conforme o órgão, entre as regras para as vacinas produzidas nos 27 Estados-membros estão a “reciprocidade” e a “proporcionalidade” para avaliar a possibilidade do envio. Com a decisão, 17 países tiveram a isenção revogada, no entanto, as 92 nações que integram o consórcio Covax Facility, entre elas o Brasil, não serão afetadas pela medida.

    De acordo com as regras, as empresas que atuam na UE “exportaram grandes quantidades de produtos cobertos pelo mecanismo de autorização de exportação para países que têm uma grande capacidade própria de produzir enquanto tais países limitam as próprias exportações verso à UE por lei ou trâmites de acordos contratuais ou por outros tipos de conclusões com os produtores de vacinas estabelecidos em seus territórios”.

    A Comissão Europeia acredita que há um “desequilíbrio” e, por causa disso, há uma “carência” na entrega dos imunizantes às nações europeias. “Produtores da União Europeia exportaram grandes quantidades […] para países que não têm capacidade de produção, mas que têm uma taxa de vacinação mais elevada que a UE ou onde a situação epidemiológica é menos grave que na UE”.