Altas nos combustíveis e alimentos puxam inflação de março na RMS

    Apenas educação (-1,87%) e vestuário (-0,68%) tiveram quedas médias dos preços, segundo o IBGE

    Foto: Reprodução/Agência Brasil

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de março na Região Metropolitana de Salvador foi resultado de aumentos nos preços médios de sete dos nove grupos de produtos e serviços que formam o índice. Apenas educação (-1,87%) e vestuário (-0,68%) tiveram quedas médias dos preços.

    Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), assim como havia ocorrido em fevereiro, o grupo foi puxado pelos combustíveis, que aceleraram fortemente e aumentaram 12,88% (frente a 5,68% no mês anterior). Com a maior alta, os transportes (3,58%) exerceram, mais uma vez, a principal pressão inflacionária na prévia de março na RMS.

    A gasolina (12,69%) foi pelo segundo mês seguido o item que individualmente mais contribuiu para o avanço do IPCA-15 na RMS, onde o combustível registrou o 3oº maior aumento dentre os 11 locais pesquisados. Mas o etanol (15,81%) e o diesel (11,75%) também tiveram altas relevantes e estiveram entre as principais pressões na prévia de março.

    Além dos transportes, os preços do grupo alimentação e bebidas (0,90%) voltaram a acelerar na RMS, após terem registrado quatro reduções seguidas no ritmo de alta (desde novembro de 2020), e exerceram a segunda principal influência para cima no IPCA-15 de março.

    Foram pressionados tanto pelos produtos consumidos em casa (0,78%) quanto pela alimentação fora (1,22%), com altas importantes nas carnes em geral (1,70%), no pão francês (3,78%) e no lanche fora (2,91%), entre outros.

    O gás de botijão (5,35%) também foi, pelo segundo mês seguido, uma das principais pressões inflacionárias no IPCA-15, na Região Metropolitana de Salvador, onde foi registrado o 3o maior aumento entre os 11 locais pesquisados.