Registros de óbitos crescem 40% no primerio trimestre de 2021

    Crise sanitária gerou também aumento da demanda pela expedição de documentos e uso neste serviço de operações online

    Foto: Arpen-SP/divulgação

    Somente no primeiro trimestre do ano, o volume de registros de óbitos no Brasil teve crescimento médido de 40%. “É assustador”, disse o responsável pelo dado, o vice-presidente da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), Luis Carlos Vendramin Júnior.

    À Agência Brasil, Vendramin Júnior explicou que em todo o ano de 2020, quando começou a pandemia de covid-19, os cartórios brasileiros alcançaram 1.443.405 mortes oficializadas, número 8.3% maior do que no ano anterior, superando a média histórica de variação anual de mortes no Brasil que era de 1,9% ao ano, até 2019.

    Em decorrência do aumento de mortes, é crescente também a necessidade de expedição de certidões para que sejam feitos inventários, guias para o sepultamento de um corpo, solicitação de benefícios da previdência social e a inclusão em planos de saúde e atendimentos em hospitais.

    Diante deste cenário, os cartórios estão disponibilizando serviços por meio do portal www.registrocivil.org.br. Vendramin Júnior comentou que, antes da pandemia, o brasileiro de forma geral preferia ter suas certidões de forma física, isto é, em papel. A partir da covid-19, houve uma mudança em termos comportamentais.

    “A pandemia veio para incluir a população em novas ferramentas eletrônicas de comunicação, de convivência, reuniões em videoconferência, aulas virtuais, home office. Isso também veio para abrir a possibilidade para o usuário aceitar para si a utilização de documentos eletrônicos”, concluiu.