Dinamarca decide parar com aplicações da vacina AstraZeneca/Oxford

    Decisão não foi recomendada pela Agência Europeia de Medicamentos

    Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

    A vacina desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford não será mais utilizada pela Dinamarca. A decisão de abandonar o imunizante foi tomada por autoridades de saúde dinamarquesas como uma medida de precaução contra os “raros, mas graves” efeitos colaterais.

    “Baseando-se em análises científicas, nossa avaliação geral é de que existe um risco real de efeitos colaterais graves associados ao uso da vacina anti-Covid-19 da AstraZeneca. Portanto, decidimos remover a vacina de nosso programa de imunização”, afirmou o diretor-geral da Autoridade Sanitária da Dinamarca, Soren Brostrom.

    Anteriormente, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) passou a investigar uma possível relação entre o uso do imunizante e o surgimento de coágulos sanguíneos em pessoas vacinadas. Apesar disso, a entidade não recomendou a suspensão do imunizante por países da União Europeia, por considerar o custo-benefício positivo. Segundo a EMA, o surgimento dos coágulos deve ser considerado como um efeito colateral “muito raro”.

    Em resposta, a Autoridade Sanitária da Dinamarca disse concordar com a agência, mas ponderou que cada país tem o direito de decidir sobre o uso de vacinas a depender da disponibilidade dos imunizantes e da situação da pandemia no território.

    Em março deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou a continuidade do uso do imunizante no Brasil. De acordo com o órgão, os dados coletados em monitoramento de efeitos colaterais “não apontam alteração no equilíbrio benefício-risco da vacina”.