Intenção de consumo em Salvador interrompe recuperação em abril

    Produtos duráveis e mais caros influenciaram o resultado de abril, assim como o receio de perder emprego

    Foto: Reprodução Fecomércio-BA

    Após oito altas consecutivas o índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) caiu de 6,6% em abril. O indicador da Federação do Comércio-BA recuou de 87,2 pontos para 81,5 pts, se aproximando d0o cenário janeiro (81,3). Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda é ainda mais acentuada – 21,9%.

    O resultado em abril foi afetado por produtos duráveis e mais caros, que tem necessidade de parcelamento, como televisor, computador e outros eletrodomésticos. O item Momento para Duráveis caiu 13,3% e se situa nos 34,3 pontos, de alto pessimismo, com quase 82% dos soteropolitanos dizendo ser um mau momento para compras desses tipos de produtos.

    Para o consultor econômico da federação, Guilherme Dietze, parte desse sentimento mais negativo está na maior dificuldade das famílias na obtenção de empréstimos para compra a prazo. O item Acesso a Crédito confirma isso, com a retração mensal de 8,3% e voltando para os 87,7 pontos, menor patamar desde agosto do ano passado.

    “Outra parte está no conjunto de fatores de medo de perder o emprego, da impossibilidade de compras em lojas físicas e do aumento de preços dos produtos de alimentos até os eletroeletrônicos”, explica.”As famílias de Salvador estão se sentindo menos seguras no seu emprego. Tanto o Emprego Atual e Perspectiva Profissional apontaram recuo em abril, de 1,1% e 4,6%, respectivamente. Ambos ainda estão, e são os únicos, no patamar de satisfação, acima dos 100 pontos, com 104,2 pontos para o primeiro e 100,4 pontos para o segundo”.