Apesar de aprovada, Justiça impede estudante de homeschooling de se matricular na USP

    O Ministério Público ainda deu um parecer favorável a jovem

    Foto: Reprodução / TV TEM

    Uma estudante de 17 anos foi impedida pela Justiça de se matricular em um curso superior na Universidade de São Paulo (USP) por ter concluído a educação básica através do homeshooling. Elisa de Oliveira Flemer, moradora de Sorocaba (SP), foi aprovada no curso de Engenharia Civil.

    A estudante foi aprovada através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), após ser avaliada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Por não ter o certificado de conclusão do ensino médio, ela não pôde realizar a matrícula na USP. Isso levou a família dela recorrer na Justiça, mas o pedido de liminar foi negado. Ainda cabe recurso da decisão.

    A família entrou com uma ação judicial em outubro de 2020. O Ministério Público ainda deu um parecer favorável, mas o juízo de primeiro grau negou o pedido de liminar. De acordo com uma decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2018, o homeschooling não é inconstitucional, mas só poderá ser adotado no Brasil quando o Congresso editar uma lei que regulamente a prática. Apesar de já haver projetos de lei tramitando na Câmara Federal e no Senado, ainda não há previsão de votação.