Ausência na sessão é a estratégia de deputados para ajudar Dilma

    Para não ficar mal com o eleitorado e ajudar a presidente, parlamentares não devem marcar presença na sessão que decidirá sobre acatamento do processo de impeachment

    Deputado Marcelo Castro (Foto:Fábio Pozzebom/Agência Brasil)

    Fontes ligadas ao ministro da Saúde, Marcelo Castro (PMDB), apostam na sua permanência na pasta. Tudo vai depender, no entanto, da força política, leia-se número de deputados, que o peemedebista agregar em favor da presidente Dilma Rousseff (PT).

    Aos amigos, Castro contabiliza 34 parlamentares federais dispostos a apoiar a presidente, mas não empenhados em declarar publicamente voto contra o impeachment.

    Para não desagradar gregos e troianos, os deputados adotariam uma estratégia que tem ganhado força dentro da Câmara Federal e do governo: não vão marcar presença na sessão que definirá se o processo de impeachment será acatado pelos deputados e encaminhado ao Senado, instância que caberá a decisão sobre o destino da presidente. Assim, não ficam mal com o eleitorado e, de quebra, ajudam Dilma.