Grupo realiza protesto em frente ao Atakarejo da Av. Tancredo Neves

    Manifestação ocorre devido a morte de tio e sobrinho no Nordeste de Amaralina; Transalvador emitiu comunicado de trânsito congestionado no local

    Foto: Divulgação/Transalvador

    Um grupo de pessoas realiza um ato de protesto em frente à unidade do supermercado Atakarejo da Av. Tancredo Neves, no bairro de Pernambués, no sentido Centro da cidade. Segundo a Superintendência de Trânsito do Salvador (Transalvador), a manifestação deixa o trânsito congestionado no local.

    A manifestação é por conta da morte de Bruno e Ian, tio e sobrinho, que foram assasinados por traficantes no Nordeste de Amaralina, após supostamente roubarem carnes do supermercado. Grupos como a Frente Popular Brasil e Povo sem Medo se juntaram aos manifestantes.

    Em nota enviada ao bahia.ba, a rede Atakarejo informou que os fatos ocorridos na loja do Nordeste de Amaralina são inaceitáveis e, mais uma vez, reforça que jamais tolerou atos violentos, de qualquer natureza. O Atakarejo reitera ainda que, desde o começo das investigações, vem colaborando com o trabalho das autoridades policiais.

    “Estamos empenhados para que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos e os culpados sejam punidos pela justiça, exemplarmente. Só a verdade pode evitar que ações violentas como essas aconteçam novamente. Seguiremos firmes e sempre pautados por nosso código de ética e conduta. Reafirmamos total transparência e colaboração com as autoridades para a elucidação dos fatos. Queremos a verdade”, diz a nota.

    Protesto

    Durante o ato, entidades do movimento negro apresentaram Manifesto contra a falsa abolição. O protesto contou com o apoio de diversas organizações sociais, centrais sindicais, partidos de esquerda, deputados estaduais e vereadores de Salvador.

    A ação ainda reivindicou direitos para o povo negro após 133 anos de abolição da escravidão, chamando a atenção para os altos índices de homicídio e violência, a exclusão nas políticas públicas e a necessidade de direitos garantidos que atingem à população negra neste mais de um século de “absolvição”.

    O grupo também confirmou a realização de um novo ato no dia 29 de maio, em Salvador.