PGR ainda não se manifestou sobre denúncia de delegado contra Salles

    Há quase um mês, ministro do Meio Ambiente foi acusado de atuar em favor de madeireiros com cargas apreendidas

    Foto: João Américo/Secom PGR

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda não se manifestou sobre a notícia-crime que o delegado Alexandre Saraiva ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

    A ação foi protocolada na corte há quase um mês. Nela, Salles, que foi alvo de operação da Polícia Federal (PF) na quarta-feira (19), é acusado de atuar em favor de madeireiros com cargas apreendidas.

    Após receber o material da ministra Cármen Lúcia, a PGR pediu esclarecimentos do titular do Meio Ambiente, mas ainda não deu sua posição.

    O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, relator do inquérito sobre irregularidades nas exportações de madeira, não pediu manifestação da Procuradoria-Geral da República para autorizar as buscas contra Salles e servidores do Meio Ambiente.

    Em sua decisão, o ministro pediu à Polícia Federal que informasse apenas após o fim das diligências. Ao menos um dos crimes creditados por Alexandre Saraiva a Ricardo Salles, o de advocacia administrativa, também é investigado na operação Akuanduba.

    Embora envolva possíveis irregularidades ambientais, segundo informações da coluna Painel, da Folha, o caso é conduzido na PF pela delegacia que cuida de crimes contra a administração pública.