Presidente da CNI, Robson Andrade defende ‘reforma tributária ampla’

    Representante da indústria participou de debate com os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara, Arthur Lira - que prega a votação de uma 'reforma possível'

    Foto: divulgação CNI

    A aprovação de uma reforma tributária ampla – que englobe impostos federais,estaduais e municipais – foi defendida pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Braga de Andrade, durante a live Propostas da Indústria para o Brasil Vencer a Crise e Voltar a Crescer. A tese defendidda pelo representante da indústria vai de encontro com a estratégia pregada pelo presidente da Câmara – casa onde a matéria tramita -, deputado Arthur Lira (PP-AL), para quem o parlamento deve focar em uma “reforma possível”.

    Andrade argumenta que a atualização das regras tributárias é fundamental para que o PIB do país tenha expansão média de 4% ao ano. “O Brasil cresceu 0,3% ao ano nos últimos dez anos. Isso é, no mínimo, ridículo, para uma economia desse tamanho, com o nosso conhecimento, com o nosso povo”. Para Andrade, a reforma proposta pelo Ministério da Economia, que funde o PIS e o Cofins na nova Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), é boa, mas não resolve o problema.

    “Corremos o risco de aumentar o nosso contencioso na Justiça, que é quase um PIB brasileiro. Precisamos da reforma tributária ampla e da reforma administrativa, assim como precisamos muito trabalhar a questão da insegurança jurídica. Temos inúmeros investidores querendo vir para o Brasil, mas é quase impossível entender o sistema tributário brasileiro”, completou o executivo.

    Participante da Live, Arthur Lira prega a apreciação da reforma administrativa antes da mudança nos impostos e a votação de uma mudança tributária mais enxuta. O parlamentar citou como exemplo a aprovação da reforma da Previdência, em 2019. “(Se o Congresso tivesse tentado) fazer a reforma cheia, com estados e municípios, não sairia do lugar”.

    Por sua vez, o presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), assegurou que o Congresso Nacional vai votar este ano as reformas tributária e administrativa além de, no primeiro caso, apreciar a proposta de criação da CBS e a PEC da Reforma Tributária, que unifica impostos federais, estaduais e municipais.