Magia de Itapuã perde um pedaço do encanto sem Juvená e Firmino

    As cortinas se fecham Itapuã com Juvená e Firmino. É só história. Vida que segue, com o samba de Firmino ‘Boa noite para quem é de boa noite’

    Foto: Arivaldo Silva
    Foto: Arivaldo Silva

     

    Dizem que cidades e habitats em geral são palcos, nós os usuários da vez, atores em cena fazendo o espetáculo da vida que podem ser alegres ou tristes. No palco de Itapuã, um ponto mágico de Salvador, saem de cena dois astros top: Juvená e Firmino de Itapuã.

    Ir a Itapuã para a Barraca de Juvená, onde circulavam celebridades como Juca Chaves, contando piadas de graça; e Luiz Melodia dando canja; vez ou outra também Firmino, arauto da cultura negra, que nasceu na Liberdade, mas se criou lá cantando em butecos.

    Sertão e mar

    Certa vez perguntaram a Juvená, jeito de sertanejo rústico, alma do bem, se, para ele, filho de Serra Preta, região de Feira de Santana, a opção por Itapuã era uma troca do sertão pelo mar:

    — Eu não sei se comigo foi o sertão que virou mar ou o mar que virou sertão. Sou apaixonado pelos dois.

    Mas também era aberto a todos os gostos. Xando Pereira, amigo e frequentador da Cabana, conta que certa feita um maestro paulista instalou lá um piano. E foi música clássica de primeiríssima o verão inteiro.

    — Ele era assim. Quando Osmar Macedo morreu (junho de 1997), de quem era muito amigo, tomou uma camisa emprestada e foi de bermuda e chinelo para o velório dizendo que não podia faltar.

    As cortinas se fecham para o tempo de Itapuã com Juvená e Firmino. É só história. Vida que segue, com o samba de Firmino ‘Boa noite para quem é de boa noite’.