Prefeitos têm medo de ‘apagão’ na saúde no pós-pandemia

    'Não tem bom pagador sem dinheiro'

    Adriano Lima (PP), prefeito de Serrinha, que é médico, esteve ontem na UPB e deu o alerta: os municípios correm o risco de entrar num apagão na saúde após o fim da pandemia.

    A questão principal: os municípios prestam assistência ambulatorial de média e alta complexidade, e o custeio é calculado com base nos atendimentos do ano anterior – sem contar os leitos criados para Covid. Se, por causa da pandemia, as cirurgias eletivas foram suspensas, o que vai acontecer?

    Segundo Adriano, os sinais são péssimos:

    — Recebemos ano passado R$ 12 milhões. Agora em 2021, cinco meses, recebemos apenas R$ 3,6 milhões. Se a coisa for como vai, o baque será de mais de 60%.

    Ele ressalva que os investimentos em saúde já vêm com uma dinâmica de queda.

    — Não tem bom pagador sem dinheiro.

    A UPB criou uma Câmara Setorial para cuidar do caso.