Dono da Precisa diz não poder comparecer à CPI por estar de quarentena

    Presidente da comissão, senador Omar Aziz (MDB-AM), confirmou o adiamento do depoimento para a próxima semana

    Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

    A defesa do sócio da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, informou à CPI da Pandemia que o empresário não vai comparecer ao depoimento, marcado para esta quarta-feira (23). Na petição, assinada pelos advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, Maximiano informa que esteve na Índia, de onde retornou no último dia 15 e cumpre quarentena imposta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    Segundo portaria da Anvisa, brasileiros que chegam da Índia, Reino Unido, Irlanda do Norte e África do Sul precisam ficar em quarentena de 14 dias antes de entrarem no país. Os advogados também pediram acesso aos documentos da CPI e afirmaram que empresa e sócio estão à disposição das autoridades “para desmentir as inverdades”.

    A convocação do dono da Precisa foi proposta pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que quer saber dos “exatos termos das tratativas” entre a Precisa Medicamentos e o Ministério da Saúde para aquisição da Covaxin. O imunizante produzido pelo laboratório indiano Barath Biotech, ao contrário das demais vacinas, foi contratado pelo governo brasileiro com a participação de um intermediário (a Precisa). O parlamentar sergipano quer apurar se houve beneficiamento ilícito neste processo.

    Durante os trabalhos desta terça-feira (22), o presidente da CPI, senador Omar Aziz (MDB-AM), confirmou o adiamento do depoimento de Maximiano para a quinta-feira (1º) ou sexta-feira (2) da próxima semana. Com informações da CNN Brasil.