PF investigará servidor e deputado que denunciaram contrato da Covaxin

    Secretário-geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, anunciou a determinação dada pelo presidente Jair Bolsonaro

    Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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    As declarações do deputado Luís Miranda (DEM-DF) sobre eventuais irregularidades no contrato da compra da vacina Covaxin serão investigadas pela Polícia Federal. A afirmação foi feita pelo secretário geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, durante declaração à imprensa nesta quarta-feira (23).

    O ministro afirma que o governo vai instaurar um procedimento administrativo disciplinar contra o irmão do deputado Luis Miranda e servidor do Ministério da Saúde, Luís Ricardo Fernandes. Também vai propor à Procuradoria Geral da República (PGR) que o parlamentar e o familiar sejam investigados por adulteração de documentos.

    Onyx afirma que a posição do governo é a de que não houve sobrepreço nem irregularidades na negociação pela Covaxin. “Não existe nenhuma irregularidade, existe o trabalho correto que foi feito pelo (ex-ministro da Saúde, Eduardo) Pazuello”.

    Luís Miranda afirmou nesta quarta-feira (23) que levou pessoalmente ao presidente Jair Bolsonaro “provas contundentes” de irregularidades nas negociações para a compra da vacina Covaxin.”O presidente sabia que tinha crime naquilo”, disse o deputado.

    De acordo com o parlamentar, após o encontro, Bolsonaro ficou “convencido” e se comprometeu a acionar “imediatamente” a Polícia Federal.

    No Senado, o vice-presidente da CPI da Pandemia, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que o colegiado vai aprofundar as investigações sobre a compra do imunizante indiano, único a ter um intermediário, a Precisa Medicamentos. Perguntado sobre a compra da Covaxino, o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se irritou com o tema e encerrou precocemente a coletiva.