Bolsonaro e seus amigos – de Bebiano a Ricardo Salles

    A pergunta: valeu a pena para eles?

    Não se pode dizer que Ricardo Salles – ex-ministro do Meio Ambiente que é acusado de fazer o jogo do inimigo – caiu por causa da oposição ou da esquerda. Atropelou a si próprio, condenando o que devia aplaudir, e aplaudindo o que devia combater.

    Ele sai dizendo o oposto, que é inocente. É o que todos de todos os lados dizem. Objetivamente, está em desgraça. Dizem que é uma estratégia. Como cidadão comum, a penca de processos em cima dele vai para a Justiça comum. Seja como for, é um final infeliz.

    Aliás, muitos dos companheiros de Bolsonaro em 2018 o deixaram em meio a turbulências. Veja alguns.

    Gustavo Bebiano

    Começou como titular da Secretaria-Geral da Presidência; pouco mais de um mês depois da posse, brigou com Carlos Bolsonaro, filho do presidente e vereador no Rio; foi chamado publicamente de mentiroso, demitido e um ano depois morreu de infarto.

    Weintraub

    Ministro das Relações Exteriores, Abraham Weintraub, ativista nas redes, atirando contra Deus e o mundo, acabou tendo que se refugiar numa representação nos EUA com um cacho de processos.

    Pazuello

    Eduardo Pazzuello também está refugiado no governo após uma sucessão de desatinos no Ministério da Saúde que lhe rendem uma penca de processos.

    Sérgio Moro

    A moral acaba de evaporar de vez.