Gasolina e energia puxam inflação de Salvador e Região Metropolitana em junho

    O grupo de alimentos e cuidados pessoais tiveram deflações durante o mês

    Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

    O IPCA-15 de junho na Região Metropolitana de Salvador  de 1,14% foi resultado de aumentos nos preços médios de oito dos nove grupos de produtos e serviços que formam o índice. Com a maior alta, o grupo transporte (3,33%) também exerceu a principal pressão inflacionária na prévia do mês. Foi puxado pela alta dos combustíveis (8,35%).

    A gasolina (8,29%) voltou a aumentar fortemente e foi o item que, sozinho, mais puxou o custo médio de vida para cima, na RMS. Em 12 meses, a alta da gasolina chega a 53,09%. O etanol (12,1%) também teve peso importante na aceleração da prévia da inflação em junho, registrando o maior aumento médio entre todos os produtos e serviços investigados para formar o IPCA-15.

    Os preços do grupo habitação (2,11%) tiveram o segundo maior aumento, na prévia de junho, na RMS, e exerceram a segunda principal pressão inflacionária na primeira quinzena do mês. Mais uma vez, foram puxados fortemente pelo aumento da energia elétrica (5,91%), que teve a segunda alta seguida e também a segunda maior contribuição individual para a aceleração do custo de vida na RMS, segundo o IPCA-15.

    O aumento da energia elétrica se deu, sobretudo, devido à mudança na bandeira tarifária, de vermelha patamar 1 (R$ 4,169 a mais para cada 100 kWh consumidos) para vermelha patamar 2 (R$ 6,243 a mais). Isso ocorreu em razão da crise hídrica, que tem exigido o acionamento das termoelétricas, de energia mais cara.

    Os alimentos (0,58%) tiveram uma leve desaceleração de preços no IPCA-15 de junho na RMS (haviam aumentado 0,61% em maio). Ainda assim ficaram com a terceira maior contribuição no índice do mês.

    Alguns produtos chegaram a ter importantes deflações, caso da cebola (-10,99%), que mais contribuiu para segurar a prévia da inflação de junho; da batata-inglesa (-9,77%); e do arroz (-2,74%). Por outro lado, as altas das carnes em geral (1,47%) e das aves e ovos (3,31%), entre outras, seguiram pressionando o custo de vida para cima.

    Na primeira quinzena de junho, apenas o grupo saúde e cuidados pessoais (-0,13%) teve deflação, puxado por reduções em medicamentos como aqueles contra pressão e colesterol altos (-2,34%) e analgésicos e antitérmicos (-2,71%).

    Foto: Divulgação IBGE
    Foto: Divulgação IBGE