Carlos Bolsonaro volta a criticar quebra de sigilos na CPI da Covid

    Receita encaminhou ontem (28) à CPI os sigilos fiscais de sócio da Precisa Medicamentos

    Foto: Divulgação/CMRJ

    Carlos Bolsonaro (Patriotas/RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, voltou a criticar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 através das redes sociais. Na noite da última segunda-feira (28), o vereador pelo Rio de Janeiro publicou uma foto do pai momentos depois de realizar uma cirurgia após a facada que sofreu em setembro de 2018.

    Na publicação, Carlos atacou a quebra de sigilos de autoridades ligadas ao governo federal. “Enquanto quebram sigilos de pessoas comuns a pedido de Renan Calheiros e amigos da CPI do Lula, os sigilos dos advogados do outro vagabundo ex-Psolista que tentou assassinar Jair Messias Bolsonaro continuam intactos”, escreveu em seu perfil do Instagram.

    Na última segunda-feira (28), conforme divulgou o ‘Metrópoles’, a Receita Federal encaminhou à CPI da pandemia os sigilos fiscais de Francisco Emerson Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos, representante brasileira responsável pelo trâmite com o laboratório indiano Bharat Biotech da aquisição da Covaxin pelo Brasil.

    Além disso, a Comissão manteve a decisão da quebra dos sigilos telefônicos e telemáticos (e-mail e Mensagens) de Tulio Belchior Mano da Silveira, advogado que representa a Precisa Medicamentos. De acordo com a ministra Rosa Weber, foi apontada causa plausível para a medida, pois há indícios de “negociações pouco transparentes” e grave suspeita de favorecimento ou obtenção de vantagens indevidas na negociação da vacina desenvolvida na Índia.

    A Covaxin foi encomendada pelo governo federal em março e aprovada com restrições pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no início do mês.