MPF requer ao STJ manutenção da prisão preventiva de seis réus na Operação Faroeste

    De acordo com órgão, a prorrogação visa colher provas contra envolvidos em casos de venda de sentenças judiciais

    Foto: Divulgação/MPF

    O Ministério Público Federal (MPF) requereu nesta terça-feira (29) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), a manutenção das prisões preventivas de seis réus na Operação Faroeste. Além da desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia Maria do Socorro Barreto Santiago, o pedido do MPF estende-se também ao seu genro Márcio Duarte, ao quase-cônsul Adailton Maturino e sua esposa Geciane Maturino, Antônio Roque, e o juiz Sérgio Humberto.

    No parecer, assinado pela subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, o MPF alega que a situação de todos os réus foi agravada desde 21 de maio deste ano, quando houve a última revisão da prisão preventiva dos investigados.

    De acordo com o MPF, o pedido faz-se necessário para a “normal colheita de provas, garantia da ordem pública e aplicação da lei penal, vez que demonstrada está a prova da materialidade delitiva, e latentes são os indícios de sua autoria”. Além disso, o MPF reitera que a Corte recebeu parcialmente a ação penal por unanimidade em 6 de maio último, já negou vários recursos das defesas pedindo a liberdade dos réus, e elenca o envolvimento de todos eles em ações criminosas.

    Deflagrada no fim de 2019, a Operação Faroeste desvendou uma organização criminosa integrada por membros da cúpula do Judiciário baiano envolvendo a venda de decisões judiciais e outros crimes que tinham como propósito permitir a grilagem de terras no oeste da Bahia.

    O grupo atuava em três núcleos: judicial, causídico e econômico. O núcleo econômico era formado por produtores rurais dispostos a pagar por ordens judiciais que os permitissem legitimar a posse e a propriedade de imóveis onde exerciam as suas atividades. O jurídico contava com desembargadores e juízes, além de servidores do TJBA