CPI cobra posição de Bolsonaro; líder pede para depor antes do recesso

    Citado no caso da vacina Covaxin denunciado pelos irmãos Miranda, deputado Ricardo Barros se defendeu em discurso no plenário da Câmara

    Foto: Maryanna Oliveira/ Agência Câmara

    Os três principais líderes da CPI da Pandemia, no Senado, protocolou uma carta no Palácio do Planalto nesta quinta-feira (8) em que propõe um posicionamento do presidente Jair Bolsonaro sobre as denúncias de irregularidades no contrato de compra da vacina indiana Covaxin. No texto, os senadores argumentam que apenas o chefe do Executivo pode retirar as dúvidas referentes ao líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), citado no caso.

    O próprio parlamentar saiu em sua defesa. Em discurso na tribuna da Câmara, Barros disse ter pedido ao presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), para ser ouvido até o próximo dia 16, antes do recesso no Congresso Nacional.  A convocação de Ricardo Barros foi aprovada pela CPI em 30 de junho, motivada pelos depoimentos do deputado Luis Miranda (DEM-DF) e do irmão dele, Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde.

    À CPI, o deputado do Distrito Federal declarou que relatou a Bolsonaro as suspeitas do irmão quanto a valores, forma de pagamento e quantitativo apresentados pelo laboratório desenvolvedor da vacina, Bharat Biotech. No encontro, o presidente teria dito que o caso tinha o envolvimento do líder na Câmara. Ricardo Barros nega envolvimento em irregularidades, afirmando que não há “dados concretos” ou “acusações objetivas” contra ele.

    Na carta ao presidente, os membros da CPI afirmam que “somente Vossa Excelência (Bolsonaro) pode retirar o peso terrível desta suspeição tão grave dos ombros deste experimentado político, o deputado Ricardo Barros, o qual serve seu governo numa função proeminente”. O documento é assinado por Aziz, pelo vice presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e pelo relator do colegiado, Renan Calheiros (MDB-AL).

    “Rogamos a Vossa Excelência que se posicione de maneira clara, cristalina, republicana e institucional, inspirando-se no Salmo tantas vezes citado em suas declarações em jornadas pelo país: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertarás'”, concluem os senadores. Fonte G1.