Ingleses que erraram pênaltis na final da Eurocopa são alvos de racismo; entidades repreendem

    Federações, clubes, jogadores e o ministro da Inglaterra Boris-Johnson defenderam os jogadores

    Foto: LAURENCE GRIFFITHS / Pool via REUTERS

     

    A Inglaterra foi derrotada pela Itália na final da Eurocopa, no domingo (12), na disputa de pênaltis, após a partida terminar em 1 a 1 no tempo regular. O duelo entre as equipes terminou com uma onda de racismo contra Marcus Rashford, Jadon Sancho e Bukayo Saka, três jogadores negros da seleção inglesa que desperdiçaram suas cobranças de pênalti na decisão.

    Logo após a partida, as redes sociais dos atletas foram infestadas com comentários racistas como “saia do meu país” e “volte para a África”. Com isso, federações, clubes, jogadores e o ministro da Inglaterra Boris-Johnson defenderam os jogadores.

    “Não poderíamos deixar mais claro que alguém por trás de tal comportamento nojento não é bem-vindo na nossa equipe. Continuaremos a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para apoiar nossos jogadores afetados e cobrar das autoridades que os responsáveis sejam duramente punidos”, disse a Federação Inglesa de Futebol (FA) por meio de uma nota.

    O primeiro-ministro Boris-Johnson também saiu em defesa dos atletas. “Esta seleção da Inglaterra merece ser elogiada como heróis, não abusada racialmente nas redes sociais. Os responsáveis por esse abuso terrível deveriam ter vergonha de si mesmos”, afirmou.

    A União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) também condenou o ato racista de alguns torcedores após a decisão. “A Uefa condena veementemente o nojento abuso racista dirigido a vários jogadores ingleses nas redes sociais após a final da Eurocopa, que não tem lugar no futebol ou na sociedade. Apoiamos os jogadores e o apelo da FA Inglesa às punições mais fortes possíveis”, complementou.

    Na manhã desta segunda-feira (12), a polícia britânica informou que abriu investigações contra perfis que proferiram ataques racistas contra os atletas.