Para a Confederação do Comércio, PIB dos serviços terá expansão de 5,1% neste ano

    Dados da PMS/IBGE confirmam a importância do avanço da vacinação para a recuperação da economia, destaca o presidente da entidade

    Foto: Oswaldo Corneti/Fotos Públicas

    A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) projeta uma expansão no setor de serviços de 5,1% este ano, considerando a média nacional. A estimativa é influenciada pelos dados da PMS de maio, divulgada pelo IBGE na terça-feira (13), e aumenta em 0,5 ponto a previsão anterior. Para o presidente da entidade, José Roberto Tadros, os dados confirmam a a importância do avanço da vacinação contra a Covid-19 para a recuperação da economia.

    “Novamente, a flexibilização do isolamento social, associada à desaceleração no número de casos de contaminação e mortes pelo novo coronavírus, fomentou a demanda por serviços por parte da população, sobretudo de alojamento e alimentação. Mesmo assim, a receita do turismo em geral ainda é muito inferior ao período anterior à crise sanitária”, afirmou o executivo;

    Economista da CNC, Fábio Bentes frisou que as perdas do setor de turismo diminuem. Foi o segundo mês seguido de recuperação. O consultor espera maior recuperação nos próximos meses. “Com volume de receitas 34,7% abaixo de fevereiro do ano passado (antes da pandemia), o turismo ainda devera demorar a registra ganhos nessa base comparativa”, observa o economista da CNC responsável pela análise, Fabio Bentes.

    Em maio, o setor de turismo perdeu R$ 21,4 bilhões, acumulando, desde o início da crise sanitária, um total de R$ 376,6 bilhões, segundo cálculos da CNC. Os Estados de São Paulo (R$ 152,1 bilhões) e do Rio de Janeiro (R$ 45,9 bilhões), principais focos da covid-19 no Brasil, concentram mais da metade (52,6%) do prejuízo nacional.