Distritão, maior pedida da reforma política, ajuda deputados, mas prejudica a maioria

    O prazo final da aprovação é outubro. Teremos barulho

    Foto: Divulgação/Assessoria
    Foto: Divulgação/Assessoria

     

    Sabe o que é Distritão? É mais ou menos assim: a Bahia tem 39 vagas de deputado federal por qualquer partido, e ganha quem tiver mais voto. Assim vai também com as 63 vagas da Assembleia e as 43 da Câmara Municipal de Salvador.

    Isso está no bojo como item principal da reforma política que se discute em Brasília, e os baianos lá por nós consultados são unânimes: há todo um clima favorável para aprovar.

    O deputado Paulo Azi (foto), presidente do DEM na Bahia, carimba a tese, com a ressalva: ‘Eu sou contra, mas no que depender da Câmara, passa’.

    O xis da questão

    Azi diz que há um sentimento dos deputados em salvar a própria pele diante da nova legislação que proíbe coligações. Se assim o é, cada partido tem que fazer chapas fortes. E cadê candidatos para preenchê-las?

    — O problema do Brasil é o excesso de partidos, em torno de 30. Como achar candidatos com tantos partidos? Esse quadro se configurou com partidos atrás de tempo de televisão e do fundo partidário. É essa a reforma que o Brasil precisa.

    Azi faz a ressalva de que, para ele, pessoalmente, seria melhor o Distritão, mas é um modelo em que os eleitos representariam apenas 30%.

    — Sou contra o Distritão exatamente por isso, distorce e enfraquece a representatividade da sociedade brasileira. Com os eleitos representando apenas 30% dos votos como indica uma pesquisa, seria muito ruim.

    O prazo final da aprovação é outubro. Teremos barulho.