Tucanos sonham em renascer das cinzas com Eduardo Leite

    Mas não deve ser fácil...

    Eduardo Leite e João Doria (Foto: Governo de São Paulo/Divulgação)
    Eduardo Leite e João Doria (Foto: Governo de São Paulo/Divulgação)

     

    O PSDB, ou o ninho dos tucanos, que governou o Brasil oito anos com Fernando Henrique Cardoso e mesmo com a vitória de Lula em 2002 era o grande opositor até Bolsonaro tomar o lugar, em 2018, volta a ter o protagonismo de antes?

    O nome dos novos tempos é Eduardo Leite, governador gaúcho, que recentemente se declarou gay, e veio à Bahia semana passada se apresentar. E a jornalista Cristiane Correia, ou Cris Correia, vereadora em Salvador, aposta que sim.

    — Ele tem o que dizer. Foi prefeito de Pelotas, a terceira maior cidade do Rio Grande do Sul, pulou para o governo e faz uma gestão elogiável, saneou as contas, que estavam complicadas.

    Decadência

    Os tucanos que protagonizaram duelos com com o PT de Lula e Dilma viram Aécio Neves, até 2015 uma esperança do futuro, naufragar com a Lava Jato; Geraldo Alckmin afundar com Bolsonaro em 2018 e definhou. Tinha 54 deputados federais no país em 2014. Quando Aécio perdeu para Dilma no segundo turno, caiu para 29 em 2018. Na Bahia eram três, Jutahy Júnior, João Gualberto e Antonio Imbassahy. Só tem um, o presidente estadual, Adolfo Viana. E agora vê João Doria, governador de São Paulo, lá na rabeira, chance zero.

    Ou seja, o partido que era protagonista está cada vez mais coadjuvante. Na Bahia, ele tende a seguir a linha, onde o foco se centraliza com Lula e Jaques Wagner, Ciro Gomes e ACM Neto e Bolsonaro de João Roma.

    Está difícil para Eduardo Leite achar vaga aí.