Coworkings esperam expansão com a consolidação do trabalho híbrido

    Modelo permite às empresas pagar custos pelo escritório apenas quando a estrutura for utilizada

    Foto: reprodução site Eureka Coworking

    O início da consolidação da reabertura econômica no segundo semestre, por um lado, e o crescimento do formato de trabalho híbrido ou semipresencial têm animado os coworkings, escritórios compartilhados. Com modelos de trabalho mais flexíveis, os empregadores podem diminuir suas sedes e abrigar os híbridos em escritórios compartilhados, onde pagam apenas quando utilizar as estruturas. Há formatos de escritórios que cobram por hora.

    Roberta Vasconselos, CEO da BeerOrCoffee, ressalta que a ideia é oferecer mais flexibilidade do que um contrato de locação. XP, Ambev, iFood e Stellantis são clientes da plataforma, que funciona como um marketplace de coworkings. A executiva conta que a maioria de seus clientes planeja trabalhar em coworkings e escritórios próprios a partir de agosto.

    Neste cenário, a WeWork planeja inaugurar coworkings no Brasil ainda este ano. “A operação no Brasil ainda é muito pequena. Tem gente me procurando para fazer WeWork em qualquer lugar que você pensar”, conta Lucas Mendes, diretor-geral no país.

    Com a tendência do trabalho híbrido, Mendes demonstra otimismo. Para dar a flexibilidade aos seus clientes – a maioria grandes empresas – sua empresa criou oa cobrança por hora de uso dos postos de trabalho e um plano que dá acesso a qualquer uma das 32 unidades da rede no Brasil.

    A Law Works criou um escritório de advogados por demanda. Estes profissionais  têm acesso a salas privativas, serviço de entrega de documentos em cartórios e tribunais e de recepção. Além disso, podem trabalhar ao lado de colegas e trocar experiências, se quiserem. “Cada profissão precisa de ambientes, networking e endereços diferentes”, explica Leo Fischer, cofundador da Law Works. Fonte CNN Brasil