Entidade espera reação maior do varejo neste semestre

    Para a CNC, volume de vendas deve continuar superando fase aguda do ano passado e garantir alta de 4,5% durante o ano

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    Mesmo com o recuo nas vendas de 1,7% em junho, o varejo deve apresentar uma ração no médio prazo, seguindo superior ao movimento registrado em 2020, nos meses mais agudos da pandemia. A previsão é da Confederação Nacional do Comércio (CNC), que comentou os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC/IBGE) divulgada nesta quarta-feira (11). A entidade mantém a projeção de expansão de 4,5% no acumulado de janeiro a dezembro deste ano.

    “As altas expressivas observadas nos dois meses anteriores (abril e maio), por exemplo, em um período econômico ainda escasso, por vezes podem resultar em um crescimento menor no período subsequente”, avalia o presidente da CNC, José Roberto Tadros. O executivo, contudo, reconhece que a inflação maior – apontado pelo IBGE como fator decisivo para o resultado em junho – vai “recair demasiadamente sobre a cadeia”.

    O economista da CNC responsável pela análise, Fabio Bentes, aponta que a inflação elevada já está contratada até o final de 2021 – as empresas já consideram como certa nas suas definições estratégicas. “ Mas o setor segue reagindo, e devemos observar que, apesar da queda, ainda houve aumento comparativo nas vendas, em relação ao mesmo período do ano passado”, aponta.