IGP-10 sobe 1,18% em agosto e 16,88% em 2021

    Variação dos preços ao consumidor teve leve alta, enquanto os preços ao produtor aceleraram e o custo da construção subiu em ritmo menor

    Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

    O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 1,18% em agosto. No mês anterior, o índice do Instituto Brasileiro de Economia (IGP-10) havia variado 0,18%. Com o resultado deste mês, o IGP-10 acumula alta de 16,88% no ano. A variação de agosto foi puxada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que subiu 1,29%. No mês anterior, o índice havia registrado queda de 0,07%.

    “Os efeitos da seca e das geadas estão mais evidentes no resultado do índice ao produtor. Entre os bens finais, os preços dos alimentos in natura avançaram 5,12%. Já entre as matérias-primas, os destaques foram as culturas mais afetadas pelo clima como milho (10,03%) e café (13,76%)”, afirmou o coordenador dos Índices de Preços do FGV Ibre, André Braz. “Preços dos alimentos, os combustíveis e lubrificantes para a produção subiram 3,72% e também contribuiram para a aceleração da inflação ao produtor”.

    O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,88% em agosto. Em julho, o índice havia variado 0,70%. Os preços subiram de forma mais intensa em quatro das oito classes de despesa componentes do índice.  Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,79% em agosto. No mês anterior a taxa subira 1,37%. A redução no ritmo inflacionário foi puxada pela Mão de Obra (1,45% para 0,24%). O indicador de Materiais e Equipamentos passou de 1,43% para 1,44% e o de Serviços foi de 0,70% para 0,77%.