Bolsonaro e os grandes insatisfeitos: se topar a briga, ele desaba de vez

    Abrir uma frente de briga seria letal. Ou melhor, bem pior do que já está

    Foto: Carolina Antunes/PR
    Foto: Carolina Antunes/PR

     

    Dizem que a economia, se vai bem ou mal, levanta ou derruba governo. No Brasil, a gasolina está subindo, o dólar também, a inflação vai na ponga, os investidores internacionais estão caindo fora. E o pior: para segurar a inflação, um dos remédios mais amargos é conter investimentos, o que significa desemprego. De quebra, a crise da energia.

    Enquanto isso, Bolsonaro, o presidente, que deveria agir para mudar o cenário, faz justamente o oposto, vitamina brigas como a do STF, o que só agrava o problema.

    A insatisfação quase explode quando a poderosa Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), junto com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), cogitar divulgar uma carta pedindo ‘a harmonia entre os poderes’.

    Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, funcionou como bombeiro, e Paulo Skaf, presidente da Fiesp, resolveu adiar.

    Pilares

    A primeira reação do Planalto foi típica de Bolsonaro: pau. O governo chegou a cogitar retirar da Febraban o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Foi aconselhado a baixar a bola. Ou melhor, não pisar na bola.

    Um deputado baiano aliado de ACM Neto cá, mas com um pé no Planalto lá, diz que os grandes pilares de sustentação, pelo menos do ponto de vista institucional, são os evangélicos, o grande empresariado (agronegócio incluso) e os militares da PM. Abrir uma frente de briga seria letal. Ou melhor, bem pior do que já está.