Indústria de transformação e investimentos caem; construção sobe

    No PIB do segudo trimestre o consumo das famílias ficou estável, mesmo com a reabertura após a segunda onda de Covid-19

    Foto: divulgação/CNI

    Além da agropecuária, que recuou 2,8%, a indústria de transformação (-2,2%) e o investimento (-3,6%) respondem pela maior influência na queda do PIB brasileiro em 0,1% no segundo trimestre do ano. Na indústria, as atividades extrativs e a construção cresceram 5,3% e 2,7%, respectivamente. O setor industrial também verificou queda nas atividades de Eletricidade, gás, água, saneamento e gestão de resíduos.

    Na ótica da demanda, a Formação Bruta da Capital Fixo – que indica o nível de investimento – retraiu 3,6%. No setor externo, as vendas ao exterior avançaram 9,4%, enquanto as importações tiveram queda de 0,6%.

    Um dado supreendente foi o consumo das famílias estável, mesmo o comparativo partindo de uma base menor em razão do fechamento de atividades da segunda onda de Covid-19. A reabertura não surtiu efeito no consumo entre abril e junho.

    Segundo a BBC, fatores como a crise energética e as instabilidades no front político-eleitoral, a variante delta, desemprego e inflação pesaram na tomada de decisão pelo consumo.

    Nos Serviços, houve resultados positivos durante o segundo trimestre em seis ramos: Informação e comunicação (5,6%), Outras atividades de serviços (2,1%), Comércio (0,5%), Atividades imobiliárias (0,4%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (0,3%) e Transporte, armazenagem e correio (0,1%). Houve também estabilidade para Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,0%). Com informações do UOL.