CPI da Covid pede auxílio da Polícia Legislativa para conduzir lobista

    Marconny Faria era aguardado para prestar depoimento à CPI às 9h30 desta quinta-feira (2)

    Foto: Pedro França/Agência Senado

    A CPI da Covid solicitou à Polícia Legislativa do Senado Federal para conduzir sob vara, o advogado da Precisa Medicamentos, Marconny Faria, indicado como lobista da empresa. Faria era aguardado para prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito às 9h30 desta quinta-feira (2).

    “Como ele não compareceu até agora, acabamos de oficiar a Polícia Legislativa do Senado para que dê cumprimento à ação. Ou seja, que conduza o senhor Marconny até à Comissão Parlamentar de Inquérito”, informou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), em entrevista a jornalistas.

    Rodrigues ainda afirmou que se o lobista não for localizado, será solicitada a prisão preventiva dele, assim como a comunicação a Interpol caso o depoente tente sair do país. Se ele não for localizado, será considerado fugitivo.

    Ontem (1º), Marconny conseguiu junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) um habeas corpus para permanecer em silêncio na CPI. A decisão foi da ministra Carmem Lúcia e indicava que ele precisava comparecer para depoimento, mas não seria obrigado a se incriminar. O pedido do lobista era para que ele pudesse não comparecer.

    “Repito, o senhor Marconny não é o senhor de um lobby, é o senhor de todos os lobbies (…) Ele tem relações, não só as que foram reveladas ontem com o filho do presidente da República, como também com a advogada do presidente da República”, disse Randolfe.

    A advogada do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Karina Kufa, teria apresentado a Marconny, o ex-secretário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), José Ricardo Santana. Reportagem do jornal Folha de S. Paulo mostrou que Jair Renan Bolsonaro, filho mais novo do presidente, teve auxílio do advogado da Precisa para abrir empresa.