Associação de Atacadistas e Distribuidores critica paralisação de caminhoneiros

    Abad alertou que a paralisação afeta "especialmente os mais pobres, já tão penalizados pela pandemia"

    Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

    Após caminhoneiros realizarem paralisações em trechos de rodovias em ao menos 15 estados, a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD) se manifestou, nesta quinta-feira (9), contra o protesto realizado pela categoria.

    De acordo com a associação, a paralisação, “ainda que legítima, interrompe a circulação de gêneros de primeira necessidade” em todo o país, e afeta a população em geral, especialmente os mais pobres.

    Veja o posicionamento na íntegra:

    “Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores vê com preocupação os recentes bloqueios de estradas levados a cabo por caminhoneiros.

    Compreendemos o livre direito a manifestação por parte da categoria, porém, ainda que legítima, uma iniciativa como essa, que interrompe a circulação de gêneros de primeira necessidade, pode afetar sobremaneira a população em geral, especialmente os mais pobres, já tão penalizados pela pandemia, desemprego e insegurança alimentar.

    São esses os mais atingidos por qualquer paralisação que cause desabastecimento nas cidades brasileiras. Vivemos um dos momentos mais críticos da história do Brasil, com um cenário de empresas fragilizadas pela pandemia e um grande número de trabalhadores sem perspectiva de emprego ou renda. Portanto, o esforço pela retomada econômica deve ser o grande objetivo da nação.

    Somos um país democrático, regido por uma Constituição. O diálogo, o entendimento e o equilíbrio entre os poderes da República precisam ser preservados, em nome da ordem social e pelo bem do país. Quaisquer reivindicações têm seus canais legais e constitucionais para serem encaminhadas, pelo diálogo, não sendo necessário afetar a vida de milhões de brasileiros.

    Leonardo Miguel Severini

    Presidente da ABAD”