Agente de segurança é submetido a tensões diferentes, diz defensor

    Nesta terça-feira, governo estadual inaugura as novas sedes do serviço de assistência jurídica para policiais civis e militares

    Foto: Rayllanna Lima/bahia.ba

    O defensor público geral, Rafson Ximenes, destacou nesta terça-feira (14) que o policial civil ou militar necessita de um tratamento próprio pela Defensoria Pública do Estado em razão da natureza da função. “O agente de segurança trabalha sempre em situação de risco e é submetido a tensões diferentes”, afirmou.

    O titular da DPE participou da solenidade em que o governador Rui Costa deu como inauguradas as novas sedes do Serviço de Assistência Jurídica para os servidores da área. As instalações funcionam na sede do Comando-Geral da Polícia Militar,no Quartel dos Aflitos, e na sede da Polícia Civil, na Praça da Piedade.

    Ximenes ressaltou que todos têm direito a um processo justo, à presunção de inocência e à melhor defesa que possível. “Isso vale para o cidadão comum e vale para o cidadão que trabalha como agente de segurança também”. Neste aspecto, o trabalho da Defensoria Pública é semelhante para todos. No caso dos agentes de segurança, “você tem que ter uma recepção diferente, até para o policial se sentir mais acolhido.”

    De acordo com Rafson Ximenes, a DPE busca também evitar o tratamento da segurança como operação de guerra – que se vence pela força -, focando no respeito a leis. A seu ver, quando se aborda a segurança como guerra os moradores dos bairros mais pobres e os policiais se constituem nos dois grupos que mais perdem.