CPI da Covid: Empresário nega ser sócio da FIB Bank e amigo de Bolsonaro. Acompanhe

    Dono da Rede Brasil de Televisão, Tolentino é suspeito de ser 'sócio oculto' de empresa envolvida em irregularidades na compra de vacinas

    Foto: Divulgação / Senado Federal

    O advogado e empresário Marcos Tolentino da Silva, que faltou à reunião do dia 1º de setembro da CPI da Covid, compareceu para depor nesta terça-feira (14). Para o encontro anterior, Tolentino apresentou um atestado médico e alegou que estava internado.

    O empresário, dono da Rede Brasil de Televisão, era um dos mais aguardados pela Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado Federal. Ele é suspeito de ser um ‘sócio oculto’ da empresa FIB Bank, que teria fornecido à Precisa uma garantia irregular no fechamento do contrato da vacina indiana Covaxin.

    Na CPI, Tolentino iniciou o depoimento informando que não possui qualquer participação no quadro societário da empresa FIB Bank. Segundo o empresário, ele se tornou sócio em um grupo de empresas com Edson Benetti, já falecido. Afirmou ainda que fez parte da Benetti Prestadora de Serviços, mas que se desligou do quadro societário há 12 anos. A partir daí, segundo ele, por ter imóveis, ativos e precatórios em comum com algumas empresas dessa antiga sociedade, ele possui procuração que o ligaria ao atual sócio, Ricardo Benetti.

    Marcos Tolentino disse ainda ter conhecido o presidente Jair Bolsonaro quando o mandatário ainda era deputado federal. Segundo ele, os dois estiveram juntos em encontros “meramente casuais”.

    Em relação ao filhos do presidente, o depoente afirmou conhecer o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) de eventos políticos e sociais. Tolentino disse não conhecer Jair Renan Bolsonaro.

    O empresário também afirmou ter conhecido o deputado Ricardo Barros, líder do governo na Câmara, há muitos anos, em Curitiba.