E os jogos são mesmo proibidos no Brasil? Sim, mas nem tanto. Impera a demagogia

    A Austrália, que legalizou em 1989, fez as contas: em 10 anos, ganhou R$ 4 bilhões. Boa grana para financiar auxílio a carentes, não?

    Foto: assessoria/Caixa
    Foto: assessoria/Caixa

     

    João Fernando Santos, morador do Apipema, em Salvador, que saber se a legalização dos jogos no Brasil agora vai, como diz o senador Angelo Coronel (PSD), relator do projeto que tramita no Congresso.

    Amigo, do nosso ponto de vista, ainda não foi por puro preconceito. Afinal, o próprio governo, com as suas Loterias da Caixa, faz isso como política oficial. E há personagens como Sílvio Santos e o seu Baú da Felicidade, que vivem disso. Sem falar que estamos num país em que joga-se rifas em todos os cantos, por razões beneficentes ou não.

    Ou seja, o governo pode, alguns legalmente com disfarces também podem. E por que não abrir os cassinos e legalizar o bicho? Pura bobagem.

    Cassinos

    Dos 193 países do planeta reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), só 37 – o Brasil entre eles, a maioria de países muçulmanos, como Indonésia e Arábia Saudita, proibem jogos.

    A diferença é que neles é proibido mesmo, de cabo a rabo, e no Brasil é essa coisa demagógica meio lá, meio cá, com a ressalva: também cá há um ingrediente religioso.

    Desde 1946, quando o governo de Eurico Gaspar Dultra proibiu os jogos, com os cassinos inclusos, a polêmica corre. Em 2017 quase foi. De última hora, Magno Malta, senador capixaba que perdeu a reeleição, evangélico, articulou a derrubada no Senado. Perdemos nós.

    A Austrália, que legalizou em 1989, fez as contas: em 10 anos, ganhou R$ 4 bilhões. Seria uma boa grana para financiar auxílio a carentes, não?