Ao contrário de Neto, Reis associa aumento da criminalidade à pandemia

    Prefeito de Salvador se colocou à disposição do Estado para traçar estratégias para enfrentamento da violência na capital

    Foto: Divulgação / Prefeitura de Salvador

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), não acompanhou a tese do presidente do seu partido e ex-gestor da capital baiana, ACM Neto, sobre os números da violência no estado.

    Na semana passada, em visita a Valença, no Baixo-Sul baiano, o ex-prefeito culpou o governador Rui Costa (PT) e afirmou ser “absolutamente vergonhoso” que a Bahia seja líder no número de homicídios no país, com base em dados do Monitor da Violência, do Portal G1.

    Conforme levantamento, Roraima e Amazonas aparecem com as maioires altas nos índices de violência. Um com 40,4% de aumento e o outro, com 35,6%. Na Bahia, o aumento foi de 7,1%, com o registro de 445 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes no primeiro semestre. Na média nacional, houve queda de 8%. Para as polícias nos estados ouvidos pelo G1, uma das explicações é a disputa de território pelo tráfico de drogas por grupos de facções rivais.

    “Tudo isso são efeitos colaterais da pandemia. Problemas na educação, no transporte público, na questão social. Estou fazendo um novo senso da população em situação de rua e é visível que o número de pessoas em situação de rua aumentou por conta da crise social e a questão da segurança se agravou”, defendeu Bruno Reis, durante cerimônia de inauguração de uma escola municipal no bairro da Fazenda Grande II.

    Ainda conforme o gestor soteropolitano, as pautas relacionadas à saúde, à preservação da vida, durante a pandemia, foram prioridades.

    “Estamos fazendo um esforço grande na iluminação pública, na ronda nos pontos de ônibus, na educação, na inauguração de equipamentos importantes para nossa cultura, como o Museu da Música, que oferece aos jovens alternativas, diversos campos e quadras inaugurados toda a semana”, afirmou, ao se colocar à disposição do governo do Estado para ajudar a combater a criminalidade em Salvador.

    “A Prefeitura está fazendo o seu papel, que é tentar ativar a economia, retomar com maior celeridade para gente dar oportunidade de emprego e renda para diminuir as desigualdades sociais, para que as pessoas não tenham que optar pelo crime. No que precisar para ajudar no enfrentamento, a prefeitura se coloca à disposição, compreendendo o papel de cada ente da federação”, disse Bruno Reis.