Bruno Reis afirma que renovação da frota foi condição para redistribuição das linhas

    Dos 70 ônibus com ar-condicionados entregues, 40 serão operados pela OTTrans e 30 pela Plataforma

    Foto: Divulgação / PMSSA

    Durante a entrega de novos ônibus à frota do transporte coletivo de Salvador, o prefeito Bruno Reis (DEM) comentou o rompimento do contrato com a Concessionária Salvador Norte (CSN), que operava o lote de regiões como Estação Mussurunga e Orla, e era considerada a maior alimentadora da linha 2 do Metrô.

    “A bacia dessa região da cidade, a bacia seca, que era gerida pela CSN, estava sob intervenção da prefeitura e nós tínhamos prazos legais que nos obrigavam a tomar uma decisão”, informou.

    Segundo o gestor da capital baiana, diversas tentativas de entendimento foram realizadas com a concessionária, mas nenhuma se concretizou.

    “Tomamos a decisão de sair da intervenção para a execução direta. Talvez as pessoas não entendam a complexidade, o quanto é difícil uma prefeitura fazer execução direta de parte do sistema”, explicou.

    Segundo Bruno, a prefeitura passou diretamente a executar o serviço porque, nem as empresas que gerenciam as outras bacias, nem nenhuma outra no Brasil, tinha interesse em assumir, mesmo que emergencialmente, a gestão da bacia por conta dos riscos com a sucessão empresarial.

    “Sucessão empresarial significava assumir parceiros da ordem de mais de R$ 400 milhões entre direitos trabalhistas, tributos e uma série de compromissos que a empresa tinha e que estava em aberto”.

    Dos 70 ônibus com ar-condicionados entregues hoje, 40 veículos serão operados pela empresa OTTrans e os outros 30 pela Plataforma. De acordo com a prefeitura, até o final de outubro, mais 99 ônibus serão entregues, o que totalizará uma renovação de 169 ônibus à frota.