Wagner e Roma apostam suas fichas lá e cá. E Neto, sem opções, fica só por cá

    Dizem que ACM Neto não quer cometer o mesmo erro que o avô cometeu em 2006

    Foto: José Cruz/Agência Brasil
    Foto: José Cruz/Agência Brasil

     

    Leitores como Alex Ribas, de Lauro de Freitas, perguntam como Jaques Wagner está se movimentando para 2022. Numa palavra, ele, como João Roma, faz um jogo de lá e cá, enquanto ACM Neto, sem maiores referências lá, aposta tudo por cá.

    Pois que no último fim de semana, a um ano das eleições, dois fatos distintos, mas imbricados, são curiosos, se cruzados. Enquanto ACM Neto circulava pelo interior, Jaques Wagner estava em Brasília num almoço com Lula.

    O quadro demonstra precisamente o cenário da disputa de 2022. Para Wagner, quanto mais federalizar a questão colado com Lula, melhor; da mesma forma que Roma como a ponta baiana de Bolsonaro. Para Neto, o jogo é estadualizar.

    Erro tático

    Em 2006, quando Paulo Souto, governador, tentava a reeleição, e Wagner surpreendentemente ganhou, Lula era o presidente, e dizem que ACM, o velho, cometeu um erro tático. Começou a bater em Lula, federalizou a disputa, caiu no que o PT queria. É o que Neto quer evitar.

    É difícil separar os embates federais dos estaduais. Na Bahia, a questão federal já atingiu Neto agora, com João Roma, um ex-amigo com quem rompeu por ter aceitado ser ministro de Bolsonaro.

    Mas cá, enquanto Neto está sem grilos, Wagner ainda vai ter trabalho para acomodar Otto Alencar e João leão; e Roma, para encontrar aliados. Mas os desdobramentos já serão cenas dos próximos capítulos.